Blog Netquest - Notícias sobre pesquisas de mercado e painéis online

Campo Online sim, mas avançado

Escrito por Renan Nascimento em 27 de Enero 2012

“Quanto mais tempo dura uma disputa, mas longe estamos do fimâ€. (Samuel Butler, Novelista inglês.)

Nos últimos meses li alguns posts que debatiam sobre um assunto cujo título pode tirar a respiração de qualquer um que trabalhe em uma empresa de Campo Online: “Are Online Panels finished?â€

A associação holandesa de pesquisadores MOA lançou a mesma pergunta no mês de dezembro passado: Bob Chua, CEO da Pulse Group, disse que os dias estavam contados desde o momento em que os pesquisadores começaram a experimentar a captação de entrevistados potenciais através das redes sociais. Seu adversário no debate, Gregg Lavine, presidente e co-fundador da uSamp, previu que o futuro da pesquisa Online era uma combinação de River Sampling e Panel Sampling.

Bob reconheceu a importe presença e desenvolvimento dos Painéis Online nos últimos 10 anos, mas insistiu que a entrada em cena das redes sociais mudava as regras do jogo: “Se os consumidores passam a maior parte de seu tempo nas redes sociais, é ai que devem ser buscados. As redes têm um amplo alcance que permite uma captação de amostra viável e são eficientes economicamente. Se trata de uma fonte única de captação, de gente que não se importa de passar seu tempo em redes sociaisâ€

Do outro lado do ringue, Lavine não descartava por completo o uso das redes sociais tanto para estudos qualitativos como quantitativos. Mas até certo ponto, claro. Quando se trata de obter informação detalhada e corretamente classificada demograficamente, os fornecedores da amostra Online são a aposta segura. De sua parte, a opção ganhandora seria a correta combinação do uso de Painel Online com River Sampling.

O River Sampling. Tenta posicionar-se como a melhor opção para alcançar uma audiência Online aleatória e menos explorada. Com esta metodologia de amostra, esta “auto-seleção†é um problema enorme para conseguir amostras representativas: No River Sampling, o pesquisador não seleciona sua audiência, mas sim a audiência é quem seleciona o pesquisador.

Por outro lado, enquanto o Facebook se limita a registros demográficos muito básicos, os Painéis Online acumulam e classificam centenas de variáveis (no caso do painel netquest no Brasil, existem mais de 280 variáveis registradas). Os screenings em amostras obtidas através da rede social, tendem a ser ineficientes e além disso, acabam gerando uma má sensação/experiência no entrevistado; portanto são unicamente válidos para estudos sobre a população geral e de incidência alta.

Os membros de um Painel Online estão comprometidos, motivados e interessados em participar de estudos de opinião, ao mesmo tempo que são validados, perfilados e filtrados por suas atitudes e comportamentos dentro do painel para garantir honestidade em suas respostas.

Ao validar seu perfil mediante as ferramentas tecnológicas apropriadas (e não simples aplicativos em redes sociais); os painelistas são redirecionados a pesquisas que se encaixem com seu perfil de consumidor; convertendo os Painéis Online em ferramentas indispensáveis para o desenvolvimento de estudos mais complexos.

Hoje em dia, os Painéis Online tendem a ser associados negativamente com taxas de respostas baixas, fruto de pesquisas complexas, rebuscadas e de longa duração que os painelistas têm que enfrentar; além da frustração que lhes é gerada ao dispensá-los das pesquisas por não se encaixarem no perfil buscado do estudo ou por pela cota já estar completa.

E é justo ai que entra em jogo o valor diferencial de uma empresa de Campo Online, para vencer estes temidos pontos fracos:

  • Captação ativa e multifonte: Convidando painelistas provenientes de uma ampla variedade de sites, portais e comunidades, com o intuito de aumentar a representatividade das amostras. Para isso desenvolvemos um Programa de Pesquisa Patrocinada em que cada parte (empresas de Internet, agências ou institutos de pesquisa e a Netquest) obtém um benefício.
  • Incentivação não econômica: Desencorajando aos painelistas profissionais que buscam compensação monetária rápida, e fidelizando aos painelistas honestos com um programa de presentes por pontos.
  • Conhecimento dos painelistas: Mais de 280 variáveis socioeconômicas de nossos painéis mediante um registro exaustivo e um avançada sistema de continuous profiling
  • Compromisso com o painelista: Um tratamento excelente aos painelistas gera excelentes resultados nas pesquisas.

“Quando sopram ventos de mudança, temos que construir moinhos, e não paredesâ€. Kevin Roberts, CEO de Saatchi & Saatchi).

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A eterna batalha dos pesquisadores contra os painelistas fraudulentos.

Escrito por Renan Nascimento em 20 de Enero 2012

Anna Petters publicou recentemente um artigo no blog da Esomar sobre um assunto com o qual estamos todos bem familiarizados. Fazendo referência a um post anterior do Caio Casseb no mesmo blog, ela diz que na pesquisa online também existe um lado humano, e que esta condição infelizmente não é sempre algo positivo, já que as pessoas nem sempre serão tão sinceras e ativas como gostaríamos que fossem. Caio Casseb afirmou em seu post sob numerosos aspectos, não há nada que possa substituir uma entrevista pessoal entre pesquisador e entrevistado; mas que a implementação de certas técnicas e metodologias, podem humanizar e melhorar a qualidade da pesquisa online.

Quando falamos de pesquisa online, a remuneração econômica tende a ser sempre a raiz do problema, e os desafortunados defeitos do ser humano podem ser vistos de forma acentuada neste sistema de compensação, recurso habitual na maioria dos painéis online existentes.

Mas então, como evitar os respondentes fraudulentos e desinteressados? As empresas devem trabalhar muito duro para atrair, motivar e fidelizar aos bons participantes, mas sempre melhor de forma indireta para assim assegurar resultados de qualidade.

A pesquisa online representa uma oportunidade para as empresas serem mais qualificativos e reiterativos em inovação e desenvolvimento. Na verdade, há alguns anos a Deloitte chegou a conclusão de que, apesar de recessão econômica, 94% dos negócios seguiram investindo em comunidades online; e foi neste mesmo ano quando a Forrester lançou um artigo que listou as razões pelas quais a pesquisa online seguiria em frente, assumindo desta maneira desafios mais estratégicos.

Falamos em várias ocasiões das inúmeras vantagens da investigação online, mas nos esquecemos de que a presença de uma tela de computador no meio, pode se tornar um problema contra nós, ao servir de esconderijo para pessoas pouco fidelizadas.

Para aquelas marcas que investem em metodologias online, este é um esforço real: Como estar seguro de que o investimento realizado está sendo desperdiçado por participantes de comportamento indesejado? Para responder a esta questão, devemos nos perguntar quais seriam os motivos que podem levar os membros de comunidades e painéis online a comportar-se de maneira indesejada:

  • “O Respondente Profissionalâ€: É aquele que aparentemente responde com dados de qualidade e de forma coerente; mas está motivado unicamente pela compensação econômica que a sua participação envolve, fazendo com que o valor de suas respostas seja qualidade duvidosa.
  • “O Respondente Desanimadoâ€: É aquele que participa com frequência mas sem contribuir em nada, sem cuidar dos detalhes, de forma aleatória e com total incoerência.

Os primeiros devem ser evitados antes que se registrem no painel, já que uma vez dentro, sua atuação é tão limpa que custam a ser identificados.  Isso pode ser feito por exemplo mediante uma decisão estratégica de ter um Painel Fechado – Sem o livre registro de usuários-.

Os segundos são fáceis de identificar mediante protocolos de seguimento de qualidade das participações nas pesquisas (coerência das respostas cruzando dados com projetos anteriores, revisão de conteúdos de perguntas abertas, etc.).

Mas o que une estes dois estereótipos de participantes fraudulentos? Seu interesse pelo incentivo econômico. Quanto mais dinheiro houver no meio, maiores serão os problemas que enfrentaremos.

  • Em 2004, Heyman e Airely realizaram um estudo que demonstrava que aqueles participantes que não eram economicamente remunerados, prestavam maior dedicação/ interesse que aqueles que eram compensados monetariamente.
  • Em 1990, Collins & Amabile fizeram algo similar para demonstrar que aqueles que não eram premiados econocmicamente respondiam de forma mais rápida e criativa
  • Um estudo recente da Promise que investigava os motivos pelos quais fazer parte de uma comunidade online revelou que 65% dos entrevistados mencionaram “a oportunidade de participar diretamente nas decisões tomadas pelas marcas†e “a oportunidade de interagir com outros membros da comunidadeâ€. O incentivo econômico  representa apenas 2% do total de entrevistados.

E esta informação está totalmente correta. Através de uma pesquisa de satisfação que lançamos há alguns meses no nosso painel, foi surpreendente o nº de usuários que reconheceram participar por poder dar sua “pequena†contribuição na definição do lançamento de produtos por exemplo.

Mas isto não significa que tenhamos que eliminar por completo qualquer tipo de remuneração para premiar a participação nos estudos de mercado online. Não podemos nos esquecer de que os respondentes estão nos dedicando parte do seu tempo, e isto deve ser compensado de alguma forma: motivar indireta ou sutilmente aos membros do painel é requisito indispensável para êxito de um painel online. E estes são 3 dos 5 métodos recomendados pela autora, com os quais não poderíamos estar mais de acordo:

  • Deixar de tratá-los como painelistas ou entrevistados, e nos dirijamos a eles como co-criadores ou conselheiros das marcas. Na Netquest não temos painelistas, temos colaboradores.
  • Compartilhar com eles o ponto de vista das marcas: Não excluir o “inimigo†(Profissionais e Desanimados); Tentar colocá-los do nosso lado, fazendo com que entendam os desafios que enfrentam as marcas que recorrem aos estudos de mercado online. Na Netquest, cuidamos do nosso painelista com base em uma comunicação muito transparente.
  • Remuneramos seu tempo com algo mais do que dinheiro: Um pequeno incentivo serve como atrativo para ganhar sua atenção. O dinheiro trás problemas, então na Netquest optamos pelo melhor programa de incentivos, contando com um amplo catálogo de presentes.

Tanto Anna Petters como nós acreditamos piamente nas comunidades e nos painéis online: Se gerido de forma eficaz, o setor de pesquisa online apresenta uma maravilhosa oportunidade para as marcas de se aproximarem em tempo recorde a custos inferiores de seu cliente final

Os painéis da Netquest se destacam por premiar sempre aos seus usuários de forma indireta (catálogo de presentes por pontos), e por seu exclusivo sistema de registro fechado (só é possível a inscrição no painel mediante convite). Desta forma evita-se a entrada massiva de membros fraudulentos e também os indesejados registros duplicados.

Porque os pequenos detalhes também são importantes!

Catálogo de presentes do painel Netquest Brasil

Fonte: “Respondents behaving badly. Techniques & methodologies. By ESOMAR on December 6th 2011“

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Mitos do online: A penetração da Internet determina o volume da pesquisa online.

Escrito por Enric Cid em 10 de Enero 2012

A seguinte tabela mostra a penetração da Internet dos principais mercados de pesquisa online no mundo.  (Fonte: Internet World Stats)

É interessante observar que:

  • Países como Suécia ou Noruega com mais de 90% de penetração apresentam mais de 14 pontos percentuais de diferença com relação a sua porcentagem de pesquisa online.
  • Entre os 16 países com mais de 70% de penetração de internet, encontramos sete deles (43%) que não alcançam a média mundial de 22%, alguns bem significativos, como Estados Unidos e Reino Unido.
  • A Bulgária, com 47,9% de penetração de internet, reporta que 57% de suas pesquisas são feitas online. A expertise do mercado, resultado da presença de hubs internacionais de operações de scripting e painel online, é a principal explicação que se dá para este fenômeno.

À luz destes dados, podemos argumentar que a penetração da internet não é o único fator que determina a porcentagem de pesquisa online que um mercado realiza. Outros aspectos, como por exemplo a presença ou não de fornecedores locais especializados em online, parece ter uma grande importância.

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Top 20 Mercados de Pesquisa Online em 2011

Escrito por Enric Cid em 3 de Enero 2012

Assim como fizemos no ano passado, publicaremos a seguir uma tabela com os 20 principais mercados de pesquisa no mundo, criada a partir dos dados apresentados anualmente pela ESOMAR em seu informe para o setor (dados de 2010).

Destacamos:

  • A grande maioria dos mercados apresentou um crescimento na realização de pesquisas online, com destaque para Espanha e Itália, experimentando crescimentos percentuais de 6% e 5%, quase dobrando a cifra percentual do ano anterior, posicionando-se em 13% e 12% respectivamente, – é importante deixar claro que parte do crescimento espanhol no online em termos absolutos explica-se também por uma correção em 2011 da estimativa do tamanho total do mercado-.
  • Mercados  como Alemanha ou Japão seguem experimentando crescimentos importantes de 20% de seu faturamento online comparado a 2009, e se situam em 35% e 40% respectivamente, superando de forma significativa a média global de 22% na porcentagem de gastos com pesquisa online.
  • Por outro lado, já se observam sinais de maturidade em mercados como o Reino Unido, que diminui -13% – e perde três pontos percentuais -, Finlândia (-8%), e Bélgica (-23%). O caso finlandês se explica pela diminuição do mercado total, mas o caso belga é muito mais chamativo: passa de 20% (cifra ainda abaixo da média) para 15%.
  • Outros mercados online como Estados Unidos ou Nova Zelândia aumentam sua participação nesse montante graças ao crescimento total de seus mercados, mas diminuem em termos percentuais. Os Estados Unidos perdem dois pontos situando-se nos 20% (abaixo da média global) e a Nova Zelândia perde três.
  • Da lista do ano passado caem Irlanda (11 USm$, 19ª posição) e Taiwan (9 USm$, 20ª posição), -que este ano não apresentaram os gastos de acordo com a metodologia de pesquisa-, e a Bulgária (11 USm$ em 2009 para 18 USm$ em 2010) que passa a ser o vigésimo primeiro mercado, ficando de fora da tabela.
  • Ingressam no ranking a China (56USm$, na 12ª posição, com uma percentagem de 5%),  Rússia (32USm$, na 18ª posição, com 10%), e  Ãustria  (34USm$, na 16ª posição com 20%), dentre os quais nenhum deles dispunha de dados referentes a 2010.

Qual a situação da América Latina?

O que mais chama a atenção é ver como as associações locais oferecem apenas os dados sobre a porcentagem de pesquisas por metodologia. Dos 20 principais mercados de pesquisa no mundo (em gasto total, não só online) somente três países não oferecem dados de gastos separados por metodologia, e dois deles estão na América Latina: Brasil e México. O terceiro é a Ãndia, que é o vigésimo mercado mundial, e seu tamanho é aproximadamente 40% do mexicano.

Hoje, somente cinco países latino-americanos oferecem esses dados de forma mais detalhada: Bolívia, Nicarágua, Panamá, Venezuela e Peru. Destes, o Peru é o único que reporta atividade em online correspondente a 4% de seu faturamento (2USm$).

Onde estão os dados do Brasil, México, Colômbia, Argentina, Chile, etc.? (Caso esses dados sejam fornecidos pelas associações locais, nós infelizmente desconhecemos porque a ESOMAR não os reproduz).

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Pesquisa Netquest/ Enfoque: Consumidores gastarão mais neste Natal

Escrito por Renan Nascimento em 20 de Diciembre 2011

O levantamento divulgado pela Enfoque em parceria com a Netquest mostra que os brasileiros estão empolgados com as compras para o Natal deste ano. De acordo com a pesquisa, 55% dos pesquisados esperam gastar o mesmo montante que gastaram no ano passado, enquanto que cerca de 40% pretendem gastar mais do que foi gasto em 2010.

Esta parceria é a primeira de uma série de iniciativas que vem para mostrar a preocupação contínua da Netquest em fornecer sempre as melhores ferramentas para que os institutos de pesquisa possam trazer informações relevantes e de interesse do pesquisador e do mercado como um todo.

Os frutos deste empenho podem ser vistos no grande número de blogs e sites que divulgaram os resultados deste estudo. Acompanhe as matérias clicando nas imagens correspondentes apresentadas abaixo:

  • Cliente SA -  55% deve gastar mais neste Natal

  • Consumidor Moderno – Pesquisando o futuro: tendências de comportamento e o comércio

  • Varejista – Roupas, brinquedos, calçados, perfumes e livros devem ser campeões de vendas no Natal

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Como monitorar a web para extrair dados secundários

Escrito por Renan Nascimento em 15 de Diciembre 2011

Às vezes, para fazer uma correta pesquisa de dados secundários pela internet antes de uma pesquisa quantitativa online, fazer uma simples busca no Google não é o suficiente. Para isso, o melhor é recorrer a outras ferramentas que são utilizadas principalmente por webmasters para saber o que dizem sobre seus sites, e que podem ser muito úteis para o pesquisador de mercado monitorar presença e conteúdo em blogs, fóruns e redes sociais. Ainda não se escreveu tudo sobre monitoramento web e muitas empresas estão desenvolvendo tecnologia de análise massiva de textos, mas a variedade de idiomas, registros e formatos de escrita não estão tornando esta tarefa muito fácil.

Nos dias de hoje e graças ao blog “maestros da webâ€, podemos fazer um resumo das mais relevantes:

1) Google: o buscador nº1 cada vez mais nos surpreende com novos aplicativos que tornam a nossa vida mais fácil. Utilizar as opções avançadas nos ajuda a encontrar informações ordenadas por data e filtrar por vídeos, notícias, blogs, etc.

2) Google e Yahoo alerts: é um sistema de alertas que permite programar o envio de um aviso cada vez que alguém publique algo na internet com os termos de busca chave que você selecionou. Pode-se gerir através do email ou de um agregador de notícias (feeds). Se, por exemplo, estamos realizando um estudo no qual precisamos conhecer em primeira mão o que está sendo dito na internet sobre a companhia X, podemos programar um alerta e saberemos em tempo real quem diz o que. Pode se tornar um pouco irritante se há muito ruído, já que estarão chegando emails com avisos constantemente.

3) Step Rep Reputation monitor: se você é o dono de sua própria empresa e o que quer é saber o que dizem de você na internet, Reputation monitor te oferece duas coisas: por um lado a possibilidade de criar seu perfil de empresa e compartilhar informações com o resto do mundo e, por outro, de monitorar o que se diz de você em diversas redes classificadas por diferentes tipos de sentimentos que gera (de muito negativo a muito positivo). Está orientado ao mercado anglo-falante mas pode nos dar pistas de para onde vai este tipo de ferramenta e ser útil para a classificação de informação.

4). Yauba: um buscador pensado para navegar de forma anônima (Sem permitir ao proprietário do site ver que você acessou sua página), mas que tem funcionalidades muito úteis para o pesquisador, como a busca de notícias em tempo real ou refinar por tipo de domínio/país.

5) Social mention: rastreia toda a web e lhe indica a força (% de vezes que a sua marca é mencionada), o sentimento que gera (opiniões a favor para cada opinião contra), a influência que têm aqueles que falam da sua marca na rede e a probabilidade de que as pessoas que falam da sua marca o façam de novo.

6) Lithium: aplicação online para monitorar blogs, redes sociais, artigos, webs, etc. em busca de opiniões positivas ou negativas com um avançado sistema de avaliação do que se diz na rede.

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Medindo as emoções

Escrito por Bruno Paro em 8 de Diciembre 2011

No mês de julho passado, a Esomar ofereceu dentro de sua colônia de férias um seminário com Mark Whitting sobre investigação quantitativa e as emoções. Nós tivemos a oportunidade de assistir a uma sessão online do evento e trazemos aqui algumas das principais ideias do webinar.

Por que falar de emoções?

Segundo a proposta de Marc Gobe, só quando um produto cria uma conexão emocional com o consumidor, pode-se considerar uma marca, isto é, que as decisões de compra do cliente não dependem exclusivamente de seu lado racional senão que implicam relações emocionais com o produto que compra.

Temos mais de dez mil marcas registradas em nossas cabeças, realmente estamos expostos a um grande número de estímulos comerciais ao longo do dia, por isso, para armazenar  tanta informação, estas precisam estar emocionalmente recodificadas em nossos cérebros, já que eliminamos a informação que consideramos irrelevante para nós. Seguindo esta ideia, armazenamos dados sobre as marcas em nosso cérebro não em função das descrições do produto e sim, melhor, em função de como percebemos que determinado produto nos contribui com um valor extra. Isto é, de uma forma subjetiva: uma marca é mais forte quanto mais emoções tenhamos associadas a ela.

Dentro desta proposta, as marcas são os sentimentos associados a um produto ou serviço e não singelamente seu nome, identidade ou personalidade.

Mas, que é a emoção?

Em seu livro “O Erro de Descartesâ€, Antonio Damasio nos explica como as emoções rompem com os sistemas de racionalidade e reações práticas. Longe de ser algo externo à tomada de decisões, nos diz que sem elas perdemos capacidades eletivas. Um estudo clínico baseado na neurociência analisa aquelas pessoas que sofreram algum dano na parte emocional do cérebro e observa como já não são capazes de fazer eleições singelas como escolher que roupa pôr, já que a racionalidade e decisões práticas têm uma parte funcional que depende das emoções.

Que relação existe entre as emoções e a investigação de mercados?

Uma das práticas mais habituais dentro da investigação de mercados é medir as escolhas de compra dos consumidores. Esta análise se baseia sobretudo em como percebemos as marcas e daí nos leva a eleger entre um produto concreto ou outro. No entanto, tradicionalmente, a investigação de mercados apelou a esquemas de eleições racionais do consumidor sem ter em conta, na maioria dos casos, os processos mais subjetivos e emocionais. Ao incluir as emoções como um aspecto importante dentro dos processos seletivos do consumidor, surge a necessidade de incluí-las também nos estudos de mercado que realizamos. Mas, surge-nos a seguinte pergunta:

Como podemos medí-las?

Para Mark Whiting, as emoções são visíveis e podemos identificá-las se conhecemos os signos pelos quais elas se expressam. Para poder medí-las e identificá-las a investigação não pode limitar-se à linguagem escrita já que usando simplesmente as palavras perdemos matizes próprios das emoções.

O desafio vem da necessidade de entender as motivações dos consumidores sem poder perguntar-se diretamente já que para ele muitas escolhas são ações automáticas e não autênticos processos racionais, devemos submergir-nos em seus processos de seleção e, por isso, não podemos analisar exclusivamente suas funções cognitivas senão também apelar a processos inconscientes. Para chegar às emoções precisamos de novas ferramentas de medição, a investigação de mercados se habituou a usar de forma repetitiva o mesmo leque de itens. Mark Whiting destaca que algo nos pode agradar ou desagradar ao mesmo tempo e por isso as tradicionais escalas não são suficientes já que nos obrigam a racionalizar as emoções. Faz questão de que outras técnicas cheguem melhor à parte subjetiva e nos fala da necessidade de repensar a investigação quantitativa, utilizando melhor as metáforas e abordando ao interrogado com ferramentas mais sofisticadas do que a pura linguagem escrita. Advoga pela utilização de escalas mais sensitivas e não simplesmente escritas onde o entrevistado pode jogar com os papéis e expressar-me mais livremente.

Neste prisma, o trabalho de campo e a inovação tecnológica no processo de pesquisa ganham um peso importante. Na Netquest, apostamos pela sofisticação das plataformas de recolhimento de dados, cada vez mais dinâmicas, que possibilitam a inovação nas metodologias de investigação e a incorporação de um tipo de informação mais sensível e mais profunda sobre o interrogado nos estudos de mercado. Em definitivo, o trabalho de campo sob novos modelos digitais nos pode ajudar a submergir-nos nas emoções dos consumidores e ter uma maior capacidade de entendimento e análise sobre suas decisões de compra e valoração de marcas e produtos.

1. Marc Gobé: Emotional Branding: The New Paradigm for Connecting Brands to People
2. Antonio Damasio: O Erro de Descartes

Fonte: Seminário Measuring emotions, quantifying a love affair de Mark Whiting – ESOMAR

Texto original por Camila Diegues em 29 de Agosto de 2011

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Lançamento Revista PMKT21

Escrito por Bruno Paro em 8 de Diciembre 2011

Ontem na sede da ABEP aconteceu o lançamento da Revista PMKT21.
A Netquest mais uma vez esteve presente tem a seguinte publicidade estampada na revista.

Clique aqui e veja o nosso anúncio!

Longa vida à PMKT21!

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A perigosa deriva dos painéis abertos (passivos)

Escrito por Enric Cid em 1 de Diciembre 2011

Texto Original: Carlos Ochoa,  27 de Novembre 2011

Para poder entender facilmente o que quero passar com este post, recomendo acessar o seguinte site: www.comparepesquisas.com.br

O slogan do site é uma declaração evidente de suas intenções: “COMPARE PESQUISAS conectando você às melhores empresas de pesquisa de mercadoâ€. E a afirmação é 100% verdadeira. Você acessa o site, indica sexo e idade, e ele lhe oferece registro nos principais painéis online de pesquisa existentes. Completando um simples formulário, eles mesmos se encarregam de registrar a todos de forma automatizada e massiva (a página de registro está encabeçada pela frase “Quanto mais você adiciona, mais chances você tem de aumentar seus ganhos!â€). E não estamos falando de painéis pequenos de empresas locais, mas sim de “grandes†painéis internacionais, painéis que estão dando suporte a uma parte importante de produção mundial de pesquisas.

Estou convencido de que nenhum pesquisador deseja que o trabalho de campo de seus projetos venha a ser preenchidos por pessoas que chegam às suas pesquisas deste modo. Estamos falando de pessoas que se registram simultaneamente a todos os painéis, movidos unicamente pela recompensa e que são massivamente sobrecarregados de pesquisas (o sobrecarregamento que muitos painéis praticam sobre seus membros é somado às pesquisas provenientes de vários painéis). Em outras palavras, autênticos profissionais de pesquisa.

Por que está ocorrendo algo assim? A resposta é fácil: porque estes painéis são abertos (captação passiva), e permitem ao usuário registrar-se voluntariamente, sem convite. É totalmente o contrário da definição de amostragem, um processo no qual deveríamos selecionar de forma aleatória os indivíduos a serem pesquisados dentro dos membros do universo. O que acontece é que todos estes painéis online estão colocando as condições para que sejam os usuários aqueles que decidem “integrar-se†a amostra.

É francamente preocupante o caminho que se vislumbra no horizonte da pesquisa comercial. As grandes empresas de campo online que permitem o registro voluntário de seus painelistas estão fazendo o setor entrar em uma perigosa espiral em que todos serão prejudicados, caracterizada por dois fenômenos que se alimentam mutualmente:

  1. Trabalhando com profissionais de pesquisa, a qualidade dos resultados está decaindo e o valor percebido pelo cliente final vai inevitavelmente decrescer, afetando a confiança do cliente na pesquisa como disciplina.
  2. Queda de preços: Os clientes pagam pelo que recebem, e produzindo-se deste modo eles estarão dispostos a pagar cada vez menos. E pagar menos alimenta o problema: criar painéis fechados no qual o registro não seja voluntário (mas sim por convite) é mais caro, então o único modo de baixar os preços é seguir indo ladeira abaixo na redução da qualidade do registro. Isto nos leva a mais práticas como a do www.comparepesquisas.com.br

Convido a todos os profissionais do setor de pesquisa para que pensem sobre este assunto. O pesquisador deve conhecer detalhadamente como são os processos de registro, incentivação e pesquisa dos painéis online com os quais trabalha. A supervisão que está sendo feita no campo telefônico e pessoal (escutas aleatórias de pesquisa, recontato telefônico dos pesquisados…) deve ser feita também nos painéis. E esta supervisão começa por saber se um painel é aberto ou fechado, algo tão simples como acessar ao site dos painelistas e tentar registrar-se. Caso consiga, é um painel aberto.

De nossa parte, para as empresas de campo online que atuam com painéis fechados como a Netquest, devemos nos aprofundar em duas áreas: a) dar maior transparência ao que fazemos e como fazemos, melhorando a percepção do pesquisador para que este possa transmitir ao seu cliente o valor do que fazemos (e cobrar por isto) e b) promover formas objetivas de medir a qualidade dos painéis.

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A duração do campo e a representatividade

Escrito por Renan Nascimento em 24 de Noviembre 2011

Gostaría de compartilhar com vocês um interessante efeito que observei nos últimos meses. Para isso, remontemo-nos à Internet de 2005 (sim, em termos tecnológicos nos parece o paleolítico): uma Internet mais lenta, menos social, menos onipresente, com uma menor penetração e, portanto, com uma menor diversidade de perfis sociodemográficos.
Para seguir com meu argumento, tomarei uma medida muito simples: a percentagem de pessoas que respondem a uma pesquisa online durante o fim de semana. Há alguns anos (2005-2006), o número de pessoas que respondiam a um estudo online durante o fim de semana era praticamente irrelevante, sendo que o mais razoável e eficaz era concentrar o trabalho de campo durante os 5 dias úteis da semana, nos quais os respondentes acessavam seu email, principalmente no seu posto de trabalho, na sua casa, na universidade, nas bibliotecas, ou nos cibercafés, numa faixa de tempo bem determinada.
Nos últimos dois anos, vivemos o aumento da penetração da Internet, o surgimento da Internet móvel, e o auge da Internet social. Inevitavelmente, o tempo que estamos conectados aumentou: Acessamos a internet a partir de vários lugares com o auxílio de dispositivos móveis, e a dimensão social de nossas vidas também encontrou um reflexo nos usos e atitudes cotidianas que desenvolvemos na rede.
Como exercício, tomei a média ponderada de umas 15-20 pesquisas anuais realizadas com nossos painelistas e que tivessem algumas características comparáveis entre si: tamanho da amostra superior a 400 entrevistas, início do trabalho de campo numa terça/quarta-feira, e que não tivessem lembretes ou reforços de amostra posteriores ao primeiro lançamento. O resultado que observamos, é que a percentagem de respostas recebidas durante o fim de semana numa pesquisa se multiplicou por cinco entre 2006 e 2010:

Como pudemos comprovar na III Jornada Netquest em Barcelona e Madrid, a rapidez na realização do trabalho de campo continua sendo uma das vantagens que, merecidamente, atribui-se à metodologia online. Sendo isto verdadeiro, cabe perguntar-nos: quanto tempo devemos deixar acessível nosso estudo, de maneira que a amostra recolhida seja o mais representativa possível e obtenhamos uma percentagem significativa de entrevistas diárias? Nós que gerimos estudos online, sabemos que muitas vezes se recebe a pressão para fecharmos os estudos num prazo máximo de 2-3 dias. Sob a luz dos dados acima expostos, parece razoável realizar o trabalho de campo em 7-10 dias, incluindo ao menos um fim de semana, de maneira que aumente a probabilidade de que acessem a nossa pesquisa perfis que há uns anos não teríamos conseguido (adolescentes, gente maior de idade, classes baixas…), adicionando uma maior riqueza e representatividade à nossa mostra.

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